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quarta-feira, 30 de julho de 2014

TRT fixa 10% de aumento aos rodoviários

Motoristas, cobradores e fiscais comemoram resultado de julgamento no TRT (Foto: Vitor Tavares/G1)Do G1 Pernambuco

O Tribunal Regional do Trabalho da 6º Região (TRT-PE) fixou em 10% o reajuste salarial para motoristas, cobradores e fiscais de ônibus do Grande Recife, no julgamento do dissídio coletivo da categoria, realizado na tarde desta quarta-feira (30).
Com o aumento de 10%, os salários passam a ser de R$ 1.765 (motoristas) e R$ 861 (cobradores), respectivamente. Já os fiscais que recebem R$ 1.037 passam a ganhar R$ 1.140. Atualmente, os salários são de R$ 1.605 (motoristas) e R$ 783 (cobradores). Os desembargadores também elevaram de R$ 171 para R$ 300 o valor do tíquete-refeição dos rodoviários.
O julgamento ocorreu na Sala de Sessões do Pleno do TRT-PE, localizado no Cais do Apolo. O Pleno é formado por 19 desembargadores. No entanto, na sessão desta quarta, cinco desembargadores estavam ausentes: Eneida Melo Correia de Araújo e André Genn de Assunção Barros, em razão de férias; Fábio André de Farias, por motivo de viagem; a corregedora Virgínia Malta Canavarro, em correição na cidade de Serra Talhada, no Sertão do estado; e Gisane Barbosa de Araújo, por prerrogativa de impedimento relacionada a questões familiares.
Oito dos 13 desembargadores presentes votaram a favor do aumento de 10%. O presidente do TRT-PE, desembargador Ivanildo da Cunha Andrade, só votaria em caso de empate. Antes do julgamento do dissídio, motoristas, cobradores e fiscais de ônibus em greve fizeram passeata pelas ruas do Centro do Recife.
Do Parque 13 de Maio até a sede da Justiça do Trabalho, no Cais de Apolo, mais de 100 manifestantes carregaram bandeiras e foram acompanhados por um carro de som, de acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) da capital.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), que reúne os empresários do setor, ofereceram 5% de reajuste nos salários e no tíquete-alimentação. A categoria não fechou acordo em rodadas de negociação no Ministério Público do Trabalho e deflagrou greve desde a última segunda (28).

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