
BR- 232: um balaio de votos
Maior obra da gestão Jarbas, a duplicação da BR-232, que marcou a retomada do desenvolvimento do Estado, criando um
Em seis municípios cortados pela estrada, o ex-governador obteve nada menos do que 50.507 votos, dos quais 12.676 em Vitória de Santo Antão sem ter ali apoios políticos expressivos, como em Caruaru, onde, numa dobradinha com o deputado estadual Tony Gel (DEM), arrebatou quase 30 mil votos – 29.662.
Em Pombos, Jarbas
No Recife, principal cidade beneficiada pela arrojada obra, administrada duas vezes por Jarbas, saíram das urnas para o seu balaio 75.250 votos, terceira maior na capital. A expressiva votação passa também, naturalmente, pela aprovação do mandato de senador pelo povo pernambucano.
Eleito em 2006, numa eleição em que não conseguiu emplacar o sucessor, o então vice-governador Mendonça Filho (DEM), Jarbas conclui seu mandato de oito anos no Senado da mesma forma e no mesmo lugar em que começou: na oposição, de cabeça erguida.
Opôs-se a Lula, durante o último mandato do petista, e a Dilma nos últimos quatro anos. Representante do PMDB histórico, Jarbas enfrentou, também, o seu próprio partido, que sempre o negou espaço, não o indicando para relatorias nem comissões importantes.
Mesmo assim, fez um grande mandato, com discursos duros em momentos em que a corrupção e alastrou na era Lula e agora com Dilma. Entre os projetos que apresentou no auge do mensalão, destaque para o que previa a perda imediata do mandato do parlamentar corrupto tão logo fosse condenado pela Justiça.
Mas ainda na Comissão de Constituição, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) acabou o efeito moralizador da proposta. Acrescentou ao texto, para impedir a cassação imediata, que a perda do cargo ocorra de forma automática somente quando a Justiça determinar a punição.
SISTEMÁTICA– Com 34 deputados e sete senadores, o PSB não fará uma oposição radical ao novo Governo Dilma no Congresso. Quem avisa é o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. “Não somos governo. Isso não significa oposição sistemática. Nossa posição não será dessa natureza, nem se confundirá com ela. Há abertura para o diálogo”.
Botando o pé–
Ao ser incluído na executiva estadual do PSB eleita ontem, João Campos, filho mais velho do ex-governador Eduardo Campos e seu provável herdeiro político, passa a fazer o primeiro teste prático para o seu futuro na vida pública. Há quem aposte, entretanto, que só venha a disputar o seu primeiro mandato eletivo em 2018.
Limpando as gavetas– Depois de 12 anos na secretaria-geral da Presidência da República, o ministro Gilberto Carvalho vai deixar a assessoria direta da presidente Dilma. Muito próximo ao ex-presidente Lula, deve ser transferido para um cargo de segundo escalão da área social. “Já dei o que tinha que dar”, assinalou.
Pinta de ministro– A presidente Dilma assumirá o novo mandato com uma nova leva de ministros. Ela ainda não desenhou a
Cota pessoal–
Quanto a presença de Pernambuco no Ministério de Dilma o nome mais qualificado, segundo avaliação geral de assessores palacianos, seria o do senador Armando Monteiro Neto, que saiu derrotado na disputa para o Governo do Estado. O nó do trabalhista está no seu partido, que apoiou Aécio Neves. Mas Armando poderia entrar na cota pessoal de Dilma.
CURTAS
DIVISÃO– Apesar da grande votação do senador Aécio Neves, não é líquida e certa sua candidatura daqui a quatro anos. Os tucanos sabem que o governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, também está no jogo. E muito fortalecido!
MEDIDAS– O senador Douglas Cintra (PTB), que está no exercício do mandato como suplente de Armando Monteiro, acredita que a presidente Dilma anunciará as medidas adequadas para acalmar o mercado tão logo anuncie a sua nova equipe econômica.
Perguntar não ofende: Qual vai ser o tamanho de Pernambuco na equipe de Dilma?
'A coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais'. (Provérbios 17-6)
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| Escrito por Magno Martins, às 06h00 |
Ao ser incluído na executiva estadual do PSB eleita ontem, João Campos, filho mais velho do ex-governador Eduardo Campos e seu provável herdeiro político, passa a fazer o primeiro teste prático para o seu futuro na vida pública. Há quem aposte, entretanto, que só venha a disputar o seu primeiro mandato eletivo em 2018.
Quanto a presença de Pernambuco no Ministério de Dilma o nome mais qualificado, segundo avaliação geral de assessores palacianos, seria o do senador Armando Monteiro Neto, que saiu derrotado na disputa para o Governo do Estado. O nó do trabalhista está no seu partido, que apoiou Aécio Neves. Mas Armando poderia entrar na cota pessoal de Dilma.
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