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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Dilma defende Petrobras e ataca Aécio e FHC

A Presidente Dilma Rousseff durante coletiva no Palácio da Alvorada - Ailton de Freitas / O Globo
Em entrevista no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, disse que a Petrobras está sendo alvo de 'factoides políticos' e que não se deve misturar eleição com a maior empresa de petróleo do país. Dilma não se referiu a qualquer denúncia específica. A declaração foi uma resposta à pergunta se a Petrobras está sob um fogo cruzado político. As irregularidades na Petrobras estão sendo alvo de duas CPIs: uma no Senado e outra Mista.

- Se tem uma coisa que tem que se preservar, porque tem que ter sentido de Estado, sentido de nação e sentido de país, é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do país. Não é correto, não mostra qualquer maturidade. Acho fundamental que na eleição, nesse processo que estamos, haja a maior discussão. Agora, utilizar qualquer factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção é muito perigoso - disse Dilma.
A presidente disse que poderá haver, no futuro, aumento da gasolina, mas acrescentou que não estava afirmando isso e nem querendo gerar especulações no mercado. Ela acredita que os aumentos da produção de petróleo irão reverter os resultados negativos da empresa, cujo lucro caiu 25% no primeiro semestre.
''AÉCIO TEM CEGUEIRA TECNOCRÁTICA''
A presidente também reagiu às declarações do candidato adversário Aécio Neves (PSDB) em favor da redução dos atuais 39 ministérios.  Para ela, o tucano tem uma 'cegueira tecnocrática' ao defender a redução de ministérios.Irônica, a presidente disse que os tucanos querem acabar com ministérios com estrutura menor, mas importantes politicamente, como as secretarias das Micro e Pequenas Empresas; dos Direitos Humanos; e de Política para as Mulheres. Essas secretarias têm status de Ministérios.
- Quero saber qual (ministério) e quem vai fechar! Essas secretarias poderiam ter outro status, poderia ser apenas uma secretaria? Poderia. Não perceber (a importância) do status é uma cegueira tecnocrática - disse ela.
FIZERAM BARBARIDADES
A petista acusou ainda o PSDB de, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, ter tentado reduzir ao mínimo o ministério de Minas e Energia, o que, segundo ela, levou ao racionamento de água em 2002. Aécio quer fundir os ministérios de Minas e Energia com Transporte e Comunicações.
- Fizeram barbaridades na área de energia. E, agora, dia sim e dia não, diziam que haveria racionamento. E não houve meio racionamento - disse ela, acrescentando que todos os programas precisam levar em conta, em primeiro lugar, a família. (De O Globo)

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