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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Presidente do TRE-AL critica eleitores de Dilma
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, Elisabeth Carvalho, se disse decepcionada com a vitória Dilma Rousseff na disputa pela Presidência da República neste domingo. Por meio de redes sociais, a desembargadora lamentou o resultado das urnas e citou escândalos envolvendo o PT para justificar as críticas.
Na mensagem, a desembargadora chama atenção também para os tímidos números do desenvolvimento da economia brasileira, sobretudo para a alta da inflação e pífio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
“Estou decepcionada, não com os analfabetos e miseráveis do Bolsa Família. Foram ameaçados e coagidos. Estou sim, decepcionada, estarrecida, com as pessoas esclarecidas, que esqueceram o Mensalão, o alto índice de analfabetismo, a degradação da Saúde, Educação, Segurança Pública. Esqueceram o pior índice de crescimento do Brasil, em toda sua história, 0,28%. Esqueceram a alta da inflação, que ficou acima da Meta”, comentou ela.
Executivo também faz acordo de delação premiada
O executivo Julio Camargo fechou acordo de delação premiada no caso Lava Jato. Segundo os investigadores, Camargo é o controlador de três pessoas jurídicas - Treviso, Piemonte e Auguri -, grupo que mais repasses fez para empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, operador da lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobras.
Camargo agia em nome de uma das 14 empresas que formaram um cartel na Petrobrás, segundo o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. Ele fazia o elo com pelo menos duas gigantes da construção civil que teriam sido beneficiadas com contratos bilionários da Petrobrás.
O acordo de Camargo causou forte impacto em algumas das principais empreiteiras do País porque fura o pool que elas formaram. Há três semanas essas empresas se fecharam em uma estratégia única, que acabou frustrada - foram ao Ministério Público Federal propor um acordo coletivo de leniência, o que foi rejeitado.
Em uma "planilha de contribuições", produzida em 2010 e apreendida pela Polícia Federal com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, o nome do executivo aparece ao lado da anotação "começa a ajudar a partir de março".
Dilma sinaliza que vai extinguir 'feudos' no Ministério
A presidente Dilma Rousseff (PT) quer acabar com os feudos dos partidos na Esplanada dos Ministérios, ao anunciar sua equipe do segundo mandato, e fortalecer a articulação política do Palácio do Planalto. Decidida a não deixar que as legendas transformem as vagas do primeiro escalão em "capitanias hereditárias", que passam de um governo para outro, Dilma pretende fazer uma ampla troca de cadeiras na qual nem todos ficarão onde estão. O PT, hoje com 17 dos 39 ministérios, poderá ter seu espaço reduzido.
Apoiada por uma coligação de nove partidos, a presidente sabe que enfrentará resistências na base aliada, mas avalia que tudo será resolvido com negociação caso a caso. Eleita com uma margem apertada de votos na disputa contra Aécio Neves (PSDB), Dilma tem uma "fatura" política a pagar e fará de tudo para evitar rebeliões e problemas com o Congresso.
"Não é o momento nem a hora de discutir nomes do próximo governo. No tempo exato darei o nome e o perfil", afirmou a presidente nesta segunda-feira, em entrevista ao Jornal da Record. "Não vou discutir um ministro, mas um ministério."
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